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terça-feira, 27 de janeiro de 2015


PSIQUIATRIA MUDA DE PARADIGMA |  HUC DEFENDE ESTIMULAÇÃO MAGNÉTICA TRANSCRANIANA 




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A estimulação magnética transcraniana é um dos principais métodos físicos não invasivos de tratamento psiquiátrico e neurológico que têm vindo a ser ensaiados na última década em todo o mundo. Baseada na indução de corrente eléctrica a nível neuronal, esta estimulação promete ser uma solução terapêutica para perturbações obsessivo-compulsivas, esquizofrenia e epilepsia, entre outras desordens neuropsiquiátricas.
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Estudos pilotos apontam que «as técnicas de estimulação cerebral não invasivas promovem modificações na excitabilidade cortical (quer na inibição, quer na potenciação), modulam a actividade de redes neuronais e são promotoras de plasticidade neuronal», o que leva investigadores a acreditar no seu potencial efeito terapêutico, com vantagens relativamente a outras metodologias, refere o documento de proposta da UNIEC. Realizada dentro dos parâmetros de segurança, esta estimulação cerebral não possui qualquer efeito adverso.
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António Reis Marques, director do serviço de Psiquiatria, explicou ao Diário de Coimbra que «para alguns doentes obsessivo-compulsivos muito graves, com grande incapacidade e em que a terapêutica farmacológica e comportamental já não ajuda, existia já a hipótese de tratamento com psicocirurgia». Este tratamento consiste na colocação de um estimulador cerebral profundo numa determinada zona do cérebro – um pouco à semelhança do que acontece com a cirurgia para a doença de Parkinson - e permite obter entre 70 a 75 por cento de tratamento. Ficando os eléctrodos fixados no crânio, a estimulação eléctrica chega pela ligação a um neuroestimulador, implantado por baixo da zona da clavícula. «A Neurocirurgia dos HUC já fez a intervenção em três doentes com neuroses obsessivo-compulsivas e os resultados foram muito bons», refere Reis Marques.
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A estimulação cerebral em que o hospital pretende agora apostar tem as vantagens inerentes ao facto de não ser invasiva e de poder ser usada num espectro maior de doenças. Em cada sessão, os eléctrodos são colocados no escalpe, sendo feita monitorização da intensidade da corrente com recurso a imagens do cérebro.

«A princípio será usada em perturbações neuróticas e fóbicas, mas também pode ser útil no tratamento de depressões. A estimulação cerebral não invasiva não tem inconvenientes para o doente e pode ser feita em ambulatório, num número variável de sessões», acrescenta o psiquiatra.

Os resultados deste tratamento são até à data promissores, faltando ainda a consolidação dos mesmos com amostras alargadas de doentes e ensaios clínicos de fase II e II. Em finais de 2008, foi aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) a primeira terapia por estimulação magnética transcraniana. O objectivo da UNIEC a instalar nos HUC é «proporcionar alternativas de tratamento de várias doenças psiquiátricas, através de uma monitorização experimental dos resultados dos vários protocolos de tratamento».

Psiquiatria muda de paradigma

Reis Marques acredita que, na próxima década, assistiremos a uma mudança do paradigma de actuação da psiquiatria - com cada vez maior enfoque no acompanhamento em ambulatório e na integração na comunidade - e que esta área pode ter muito a dar em termos de alternativas terapêuticas. A parceria para a criação da UNIEC é uma forma de «nos colocarmos na linha da frente da investigação», (...).

O psiquiatra João Relvas e o psicólogo Fernando Pocinho serão os responsáveis pela implementação do projecto nos HUC, em colaboração com Óscar Gonçalves, da Universidade do Minho. Segundo Reis Marques, já foi desencadeado o processo de autorização do Conselho de Ética do hospital, bem como serão salvaguardadas as necessárias questões do consentimento informado. «Será feita uma avaliação psicológica do doente antes e depois do tratamento», apontou.

Cada vez menos internamento e mais projectos na comunidade
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O internamento irá diminuir e a grande maioria dos doentes será tratada em ambulatório, numa intervenção que privilegie a reabilitação psicológica e a reinserção na comunidade, explica o psiquiatra, apontado as vantagens desta abordagem também para a diminuição do estigma e do preconceito com a doença mental.

Em que consiste a estimulação magnética transcraniana?

A técnica consiste na indução de corrente eléctrica a nível neuronal, através de campos magnéticos que operam segundo o princípio de indução electromagnética, onde um campo eléctrico tem sempre associado, ortogonalmente, um campo magnético que é capaz de induzir corrente eléctrica noutro condutor (no caso do cérebro humano, os neurónios) suficientemente próximo. A corrente eléctrica é aplicada através de eléctrodos colocados no escalpe, de forma contínua e com baixa intensidade.

A estimulação cerebral não invasiva tem como objectivo o estudo da função cerebral, servindo também como um utensílio de diagnóstico e de terapia. O doente está monitorizado e os especialistas recorrem a técnicas diferenciadas de imagens do cérebro."

Fonte Diário de Coimbra
http://www.diariocoimbra.pt
IPAN
http://www.neuroestimulacao.com.br

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Contributo da Neuroterapia na Doença Degenerativa

  Nos dias 16, 17 e 18 de Outubro decorreu o 1º Congresso Português de Neuropsicologia. 
  De entre os vários posters apresentados é de salientar o "Contributo da Neuroterapia na Doença Degenerativa" não só por ser uma área (ainda) pouco explorada como também por ser da autoria da Tânia Couto.


Parabéns pelo excelente trabalho!
Catarina Calado

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Catarina Calado | Educação . Desenvolvimento . Aconselhamento . Neuropsicologia


 Hoje é dia de homenagear quem faz parte de nós e do nosso percurso. Começamos pelo Prof. Dr. e amigo Manuel Domingos e agora nesta publicação, Catarina Calado, amiga e colega deste universo das neurociências. 



Serviços de Psicologia . Educação . Desenvolvimento . Aconselhamento . Neuropsicologia . 
a.catarinacalado@gmail.com
962464624
Porto . Coimbra . Lisboa

ENTREVISTA AO NEUROCIENTISTA PORTUGUÊS ANTÓNIO DAMÁSIO




http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=742011&tm=8&layout=122&visual=61

O IMPACTO DA NEUROTERAPIA NAS PERTURBAÇÕES DE DESENVOLVIMENTO | TESTEMUNHOS

O CÉREBRO DA QUESTÃO



“Um dia entrei no consultório do médico XPTO e ele, de imediato, olhou para o meu filho e declarou“AUTISMO”!”
(como se o autismo fosse uma tatuagem na testa)
Já ouvi esta história tantas vezes que lhe perdi a conta!
Já ouvi esta história tantas vezes que vejo claramente o cenário, com direito a rasgo no céu, luz amarela intensa e anjos a tocar clarins.
Ora eu, que hipócrita! Então logo eu que vejo autismo “em tudo o que mexe”?  Um miúdo mais tímido no parque e eu vejo logo problemas de socialização; um miúdo mais sensível ao som, na minha sala de aula, e eu antecipo problemas sensoriais; um miúdo brilhante … e eu penso: AUTISMO! Mas, vale o que vale, ou seja, vale tanto como hoje chegar ao espelho e ver aquele pneu que me chateia e pensar: Obesidade Mórbida! … Fará sentido? Não faz! Não tenho qualquer competência para fazer um diagnóstico … muito menos “a olho nu”!
Um dia tropecei num TEDtalk e conheci a Dra. Aditi Shankardass. Fiquei fã quando a ouvi a fazer esta analogia: “Algum médico ousa diagnosticar problemas cardíacos sem olhar primeiro para o coração? Sem fazer um electrocardiograma, uma prova de esforço?” Eu acrescento: Algum médico diagnostica uma deficiência de ferro, uma anemia, sem uma análise ao sangue? Uma infeção urinária sem recorrer a uma análise à urina? Enurese sem uma ecografia à bexiga? Então, porque raio é que se continua a diagnosticar perturbações de desenvolvimento sem olhar para o cérebro?
(E pior … a medicar!!)
Feliz o dia em que o meu caminho se cruzou com a Neuroterapia! Em particular no Instituto Português de Neuroterapia que utiliza como base da intervenção um electroencefalograma quantitativo, ou seja, olham para o cérebro e obtêm um mapa detalhado da forma como está a funcionar e, posteriormente, comparam esse mapa com uma base de dados de mapas cerebrais … criando assim, de forma fundamentada, um protocolo de intervenção.
As neurociências evoluíram tanto nos últimos anos que é possível perceber com o EEG, de acordo com as zonas com maior ativação que tipo de perturbação se trata. Por exemplo, a hiperatividade, tão discutida atualmente é uma hiperativação da zona frontal que está relacionada com a impulsividade e com o controlo motor. A ansiedade, tão facilmente confundida com a hiperatividade aos olhos de um leigo como eu, é, afinal, um problema no lado oposto do cérebro e as perturbações do espectro do autismo são uma autêntica “árvore de natal”, com um cérebro todo iluminado, todo ativado …  Ou seja, com recurso a este tipo de ferramenta podemos obter um diagnóstico com base no funcionamento do cérebro, mas, melhor que isso, podemos obter um protocolo de intervenção feito à medida daquele cérebro individual.
A minha melhor analogia para explicar como funciona é a “desfragmentação do disco do computador”. Neste processo o computador organiza os dados do disco eliminando clusters repetidos e agrupando-os de forma mais funcional. Neste processo, muitas vezes, são identificadas zonas do disco estragadas e essas são colocadas de parte ficando apenas as zonas funcionais a ser utilizadas. Isto tudo permite que o acesso aos dados seja mais rápido e que o computador consiga funcionar melhor.
O nosso cérebro é igual! É energia pura! Sinapses atrás de sinapses … Muitas vezes o cérebro precisa de uma “desfragmentação”. O tão almejado reset!
Estou convencida que a neuroterapia consegue ajudar todos os indivíduos, em particular os que sofram de perturbações de desenvolvimento, como o autismo!
Obrigada amiga …
Khushi "
VER EM: http://rutecastrosilva.blog.com/2013/01/05/o-cerebro-da-questao/


ENTREVISTA | ABORDAGEM DO PROF. DR. MANUEL DOMINGOS SOBRE PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE E DÉFICE DE ATENÇÃO



quinta-feira, 15 de maio de 2014

The Science and Practice of Neuropsychology, Dr Jeffrey Rogers

De uma forma simples mas muito apelativa, Dr. Rogers explica os fundamentos científicos e práticos da Neuropsicologia.