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terça-feira, 29 de abril de 2014

Mitos e verdades sobre o Transtorno de Hiperatividade com Défice de Atenção

A Associação Brasileira do Défice de Atenção, publicou recentemente um texto onde explora alguns dos mitos associados ao THDA:

"O Conhecimento acerca do TDAH tem sido cercado de idéias falsas, desprovidas de embasamento científico.
A Ciência, na sua busca pelo conhecimento da natureza, faz exigência de alguns critérios e usa de rigor para assegurar que um determinado acontecimento é uma verdade científica.
Importante lembrar que, diante de um fato isolado observado, não devemos apressadamente inferir que o fato antecedente gerou o fato posterior até que várias repetições do fenômeno em circunstâncias idênticas tenham se repetido, e que se possa estabelecer um vínculo lógico entre os acontecimentos em jogo. Outra exigência da Ciência é que, sempre que possível, o fenômeno possa ser repetido empíricamente.
Vamos examinar em seguida algumas falsas crenças que as pessoas têm mantido em relação ao TDAH."

Para mais informações
http://www.tdah.org.br/br/textos/textos/item/303-mitos-sobre-o-tdah-e-suas-consequencias.html

quarta-feira, 16 de abril de 2014

I Congresso Português de Neuropsicologia

As inscrições para o I Congresso Português de Neuropsicologia estão abertas. 



Envie email para: congresso@nimis-magis.pt
Não se esqueça que as inscrições realizadas até 15 de Abril têm 10% de desconto! Aproveite!


Para mais informações: https://www.facebook.com/events/652071204829259/660328027336910/?notif_t=plan_mall_activity

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Doentes paralisados recuperam mobilidade após implante medular





O resultado, embora obtido num pequeno número de pessoas, abre o caminho a um novo tipo de tratamento contra as lesões da espinal medula.

"Quatro homens que estavam paralisados do torso para baixo há mais de dois anos – e cuja situação era considerada irreversível – recuperaram a capacidade de mexer voluntariamente as pernas e os pés (mas não de andar) depois de um dispositivo eléctrico ter sido implantado na sua espinal medula, revelaram terça-feira cientistas nos EUA. Os autores acreditam que um tratamento deste tipo poderá ajudar milhões de pessoas paralisadas na sequência de um traumatismo, incluindo aqueles a quem nem sequer é actualmente proposto um protocolo de reabilitação por o seu caso ser considerado irremediável.

Os resultados também põem em causa uma ideia-chave acerca das lesões da espinal medula: o facto de o seu tratamento exigir a regeneração dos neurónios danificados ou a sua substituição, por exemplo, por células estaminais. Ambas abordagens têm-se revelado extremamente difíceis – e, no caso das células estaminais, controversas.

“A principal mensagem aqui é que as pessoas com lesões da espinal medula do tipo das destes homens já não precisam de pensar que a sua paralisia é uma sentença para toda a vida”, disse em entrevista Roderic Pettigrew, que não participou no estudo. Pettigrew é director do Instituto Nacional de Imagiologia Biomédica e de Bioengenharia, que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, a instância federal que financia a investigação pública nos EUA). “Podem conseguir um certo nível de função voluntária”, algo que o cientista considera ser um “marco” nas pesquisas sobre lesões espinais. O seu instituto financiou em parte o estudo, que foi publicado terça-feira na revistaBrain. A fundação criada pelo actor Christopher Reeve, paralisado na sequência de um acidente de cavalo, também co-financiou estas pesquisas.

A recuperação parcial conseguida por doentes “irrecuperáveis” sugere que os médicos e os terapeutas da reabilitação poderão estar a desistir de ajudar milhões de pessoas paralisadas. É que a terapia física pode simular alguns dos aspectos da estimulação eléctrica fornecida pelo dispositivo agora testado, diz Susan Harkema, especialista de reabilitação neurológica da Universidade de Louisville, que liderou o novo estudo. “Umas das coisas que estes resultados mostram é que o potencial de recuperação dos doentes com lesões espinais é maior do que se pensava, mesmo sem estimulação eléctrica”, explicou numa entrevista. “Hoje em dia, os doentes não beneficiam de reabilitação porque não são considerados um 'bom investimento'. Devemos repensar o que lhes oferecemos, porque a reabilitação pode promover a recuperação de um número muito maior."

Estrela de basebol
O estudo destes cientistas começou com o caso de um único doente paralisado, cujos resultados a equipa de Harkema publicou em 2011. Rob Summers, estrela de basebol universitário, fora atropelado em 2006, ficando paralisado do pescoço para baixo. Em finais de 2009, foi-lhe colocado um implante epidural imediatamente abaixo da zona lesionada. O dispositivo de 72 gramas começou a emitir correntes eléctricas de diversas frequências e intensidades, estimulando os densos fascículos de neurónios da espinal medula.

Três dias mais tarde, Summers pôs-se de pé sem ajuda. Em 2010, deu uns primeiros passos hesitantes. A sua recuperação parcial tornou-se um fenómeno mediático, mas mesmo os autores do tratamento acharam que a estimulação epidural apenas poderia beneficiar os doentes paralisados que, como Summers, ainda tinham alguma sensibilidade nas extremidades paralisadas. “Partimos do princípio de que os circuitos sensoriais ainda presentes eram cruciais para esta recuperação”, diz Harkema.

Daí que os cientistas tivessem poucas esperanças para dois dos seus três doentes seguintes. É que nem Kent Stephenson nem Andrew Meas tinham qualquer sensibilidade nas pernas. Stephenson estava paralisado desde 2009, na sequência de um acidente de motocross quando tinha 21 anos. Após meses a fazer reabilitação no Colorado, relembra, “disseram-me que nunca tornaria a mexer as pernas, que não havia qualquer esperança”. Mas 11 dias depois de ter começado a receber os estímulos eléctricos produzidos por um dispositivo do tamanho de um baralho cartas – o estimulador RestoreAdvanced, fabricado pela empresa Medtronic e utilizado no controlo da dor –, Stephenson mexeu a sua perna esquerda “paralisada” enquanto estava deitado de costas.

“A minha mãe, que estava presente quando ligaram o estimulador e me disseram ‘levanta a perna esquerda’, desatou a chorar quando consegui”, conta Stephenson. Também eu fiquei com lágrimas nos olhos. Tinham-me dito que nunca tornaria a mexer-me voluntariamente. Os cientistas também não estavam à espera do que aconteceu”, diz Claudia Angeli, do Instituto de Reabilitação Frazer e da Universidade de Louisville, que co-liderou o estudo. “Mas quando Kent se mexeu, pensámos que afinal aquilo talvez estivesse a funcionar.”"

Ver em: http://www.publico.pt/ciencia/noticia/doentes-paralisados-recuperam-mobilidade-apos-implante-medular-1631482#/0

sexta-feira, 4 de abril de 2014



Aspectos Neuropsicológicos do Espectro Autista


"O Autismo é um distúrbio do desenvolvimento cujas características principais são: dificuldade na interação social, dificuldade na comunicação com outras pessoas, poucos interesses e comportamentos repetitivos e estereotipados.

As pessoas com autismo têm um modo diferente de aprender, pensar e de se organizar. Em termos neuropsicológicos, são comuns prejuízos nas funções executivas tais como controle inibitório do comportamento 
(capacidade de inibir comportamentos automáticos ou impulsivos) e flexibilidade mental (capacidade de modificar o comportamento conforme a demanda de novas situações); prejuízos estes que podem estar relacionados aos comportamentos repetitivos e estereotipados do Autismo.  

Dentre estes indivíduos autistas encontramos os Savantes, termo utilizado para designar indivíduos com capacidades incríveis para memória, cálculos, desenho, etc. Quem teve a oportunidade de assistir o filme “Rain Man”, observou as habilidades fantásticas do personagem Raymond Babbitt (capaz de decorar listas telefónicas), interpretado por Dustin Hoffman. O personagem foi inspirado em um autista savante real, o norte americano Kim Peek (1951-2009), que ficou famoso por sua capacidade memória e leitura veloz, conseguindo decorar livros inteiros após uma leitura.





Apesar de muitas pessoas com autismo apresentarem algum grau de retardo mental ou dificuldade de linguagem, nem todos os casos são assim. Há indivíduos autistas sem atraso ou dificuldade de linguagem ou prejuízos intelectuais. Alguns podem apresentar inteligência acima da média.

O termo “Espectro Autista” reúne o Autismo (com vários níveis de comprometimento), a Síndrome de Asperger e outras condições que também são caracterizadas por prejuízos na interação social e na comunicação. Neste conjunto, os indivíduos com Síndrome de Asperger e aqueles com Autismo de Alto Funcionamento apresentam inteligência média ou acima desta faixa. Entretanto, há uma diferença entre estas duas condições: ao contrário do Autismo de Alto Funcionamento, os indivíduos com Síndrome de Asperger não têm atraso na linguagem. Por outro lado, no final da infância apresentam características semelhantes e por isso existe um debate sobre a distinção entre a Síndrome de Asperger e o Autismo de Alto Funcionamento. Há autores que tratam ambas as condições como um grupo único.

Não há um tratamento único para o Autismo e as intervenções multidisciplinares têm como objetivo melhorar os sintomas e as funções afetadas. Muitas crianças, especialmemte nos casos de Síndrome de Asperger e Autismo de Alto Funcionamento podem apresentar progressos importantes com o tratamento, de modo que alguns ao se tornarem adultos podem desenvolver uma carreira profissional e obter sucesso. No caso da Síndrome de Asperger, alguns pesquisadores sustentam a hipótese de estes indivíduos terem uma maneira diferente de agir, entender e lidar com o mundo e não incapacidade que precisa ser tratada ou curada. Alguns altistas chegam a fase adulta com capacidade de ter sucesso na carreira profissional escolhida. Porém, geralmente as dificuldades sociais e de comunicação persistem, ocasionando problemas em diversas áreas da vida. Mediante suporte adequado, o autista poderá ter uma vida independente."

Ver em: http://neuroniosnodiva.blogspot.pt/2011/03/aspectos-neuropsicologicos-do-espectro.html