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quinta-feira, 27 de março de 2014

Doença de Alzheimer revertida pela primeira vez:

Investigadores canadianos usaram técnica de estimulação cerebral profunda







"A doença de Alzheimer foi revertida pela primeira vez. Uma equipa de investigadores canadianos, da Universidade de Toronto, liderada por Andres Lozano, usou uma técnica de estimulação cerebral profunda, directamente no cérebro de seis pacientes, conseguindo travar a doença há agora já mais de um ano.

Em dois destes pacientes, a deterioração da área do cérebro associada à memória não só parou de encolher como voltou a crescer. Nos outros quatro, o processo de deterioração parou por completo.

Nos portadores de Alzheimer, a região do hipocampo é uma das primeiras a encolher. O centro de memória funciona nessa área cerebral, convertendo as memórias de curto prazo em memórias de longo prazo. Sendo assim, a degradação do hipocampo revela alguns dos primeiros sintomas da doença, como a perda de memória e a desorientação.

Imagens cerebrais revelam que o lobo temporal, onde está o hipocampo e o cingulado posterior, usam menos glicose do que o normal, sugerindo que estão desligadas e ambas têm um papel importante na memória.

Para tentar reverter esse quadro degenerativo, Lozano e sua equipa recorreram à estimulação cerebral – enviar impulsos eléctricos para o cérebro através de eléctrodos implantados.

O grupo instalou os dispositivos perto do fórnix – um aglomerado de neurónios que enviam sinais para o hipocampo – dos pacientes diagnosticados com Alzheimer há pelo menos um ano. Os investigadores aplicaram pequenos impulsos eléctricos 130 vezes por segundo.

Testes realizados um ano depois mostram que a redução da glicose foi revertida nas seis pessoas. Esta descoberta pode levar a novos caminhos para tratamentos de Alzheimer, uma vez que é a primeira vez que foi revertida.

Os cientistas admitem, no entanto, que a técnica ainda não é conclusiva e que necessita de mais investigação. A equipa vai agora iniciar um novo teste que envolve 50 pessoas."
Vêr em: http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=58047&op=all

terça-feira, 18 de março de 2014

Neurociências e Educação

As neurociências têm-se apresentado como uma área científica em franca expansão, suscitando o interesse e a atenção de vários investigadores bem como da comunidade em geral, dado o fascínio que o conhecimento sobre o cérebro, o seu funcionamento e a forma de o estimular têm despoletado. A neurociência é uma ciência recente que estuda o sistema nervoso central bem como sua complexidade, através de bases científicas. As recentes investigações em torno da temática procuram não só conhecer mais aprofundadamente o cérebro e as suas especificidades como também correlacionar esta informação com outros saberes, tais como a educação e a psicologia, confluindo em novos doutos como é o caso da neuroeducação.
A neuroeducação enquanto ponte entre os conhecimentos emergentes das neurociências cognitivas e as estratégias psicopedagógicas ligadas à aprendizagem tem vindo a ser palco de varias investigações cientificas. De acordo com a literatura encontrada, uma das grandes lacunas da investigação prede-se com a aplicabilidade dos conhecimentos científicos emergentes e com a dificuldade de trazer para a pratica os conhecimentos encontrados em laboratório.  Embora o termo não seja consensual, esta relação entre as neurociências e a educação é definida pelos vários autores como ponte entre o conhecimento científico inerente às funções cerebrais (incluindo a base cognitiva da aprendizagem) e a organização de melhores práticas de ensino.
Apesar da descrença inicial face à sua aplicabilidade, vários autores têm vindo a demonstrar a importância do intercâmbio entre as neurociências e a educação na estruturação de metodologias em sala de aula bem como na reformulação curricular e na melhoria da qualidade do ensino. Fonseca (2007) ressalva a importância de desenvolver programas de enriquecimento cognitivo adaptado ao contexto de ensino de cada aluno.
Segundo as diretrizes da OCDE (2009), a Neuroeducação permite desenvolver novas práticas de ensino de modo a tornar a aprendizagem mais efetiva. A existência de benefícios significativos no conhecimento da atividade do cérebro, na monitorização das aprendizagens e avaliação da eficácia da instrução uma vez que o processo de aprendizagem tem por bases estruturas neurobiológicas em que as suas principais funções cognitivas seriam:
- atenção,
- perceção,
- memória,
- linguagem
- funções executivas (Fonseca, 2007)

A aprendizagem envolve ativamente a construção de redes neurais que conectam funcionalmente muitas áreas cerebrais. Existem vários caminhos para o desenvolvimento de habilidades eficazes, por exemplo, na leitura ou matemática. O trabalho da educação é fornecer apoio a crianças com diferentes perfis neuropsicológicos para desenvolver eficaz, ainda habilidades flexíveis. Além disso, já existe evidência de que as capacidades gerais que definem a aprendizagem, tais como estudos de compreensão geral dos conceitos concretos e abstratos, estão ligados a sistemas cognitivos.
Recentemente, outros autores têm vindo a salientar a importância da dialética entre as neurociências e a educação na estruturação das aprendizagens e na melhoria do sucesso educativo, ressaltando que as descobertas neuroeducativas devem ser cuidadosamente implementadas e avaliadas a partir de microcosmos de ensino antes de serem generalizadas. A aprendizagem é mediada por estruturas e funções cognitivas e o seu conhecimento por parte dos educadores permite desenvolver estratégias com base em evidências científicas para formar o que seriam “neuro-educadores”.
O avanço dos conhecimentos na área das neurociências e a sua aplicabilidade nos têm vindo a ser referidos na literatura como uma mais valia na estruturação de programas de aprendizagem embora sejam salientadas lacunas na aplicabilidade pratica destes conhecimentos aos contextos educativos.
De acordo com a relação entre os princípios da neurociência sobre como o cérebro aprende e as estratégias que podem ser criadas no ambiente de sala de aula, é possível salientar que:
1.      a aprendizagem, a memória e as emoções funcionam de forma interligada no processo de aprendizagem.
2.      a aprendizagem é uma atividade social e, como tal, os alunos beneficiam de oportunidades para discutir tópicos, expor sentimentos e ideias.
3.      o cérebro vai se modificando com base nas experiência vivenciadas – aulas práticas e exercícios físicos quem envolvam ativamente os participantes potenciam associações entre as experiências prévias os novos conhecimentos
4.      embora a capacidade de aprender não se esgote na idade adulta, o cérebro tem períodos ótimos (períodos sensíveis) para certos tipos de aprendizagens,.
5.      o cérebro é detentor de plasticidade neuronal (sinaptogênese), podendo aprender e adquirir novas aprendizagens ao longo de toda a vida.
6.      áreas diferentes do córtex são ativadas simultaneamente no decurso de novas experiências de aprendizagem – ao interligar os novos conhecimentos com situações anteriores é possível “ancorar” a informação nova na compreensão anterior, potenciando assim a aprendizagem.
Com base nestes princípios, é possível afirmar que conhecer as bases neurobiológicas do processo de aprendizagem torna-se crucial para o ato pedagógico, surgindo a necessidade de aprofundamento sobre esse novo saber disciplinar ainda tão desconhecido pela maioria dos professores. Este ramo novo da ciência estuda educação e cérebro e defende que este último é passível de ser modificado pela prática pedagógica.
A promoção de estratégias pedagógicas deveria requerer o conhecimento de como funciona este cérebro, uma vez que o cérebro é o órgão principal da aprendizagem.
Conhecer o cérebro e o seu funcionamento permite ainda uma melhor compreensão de algumas situações sinalizadas como “distúrbios, dificuldades, transtornos, discapacidades, problemas”, de aprendizagem. Muitas destas situações são empregues de forma inadequada, por desconhecimento das alterações funcionais que lhe está na base.
No entanto é fundamental ter em consideração que “Saber como o cérebro aprende não é suficiente para a realização da mágica do ensinar e do aprender assim como os conhecimentos dos princípios  biológicos básicos não são suficiente para que os médicos exerçam boa medicina.” (Cosenza, 2011)

Algumas considerações para implementar na sala de aula:
Estímulos Multi-sensoriais: as pesquisas mostram que a aprendizagem é mais eficaz e a recordação da informação mais fácil se mais sentidos forem estimulados.
Memória: sem repetição a memorização não acontece, a rememoração falha, perde-se a informação, o tempo e a motivação.
Emoção: a emoção está intimamente ligada à memorização da informação.
Conhecimento prévio: a aprendizagem é mais significativa se a informação nova não estiver contextualizada e conectada a conhecimentos que já existem.
Do concreto para o abstrato: o lobo frontal, sede do nosso pensamento abstrato, demora mais a se desenvolver e dessa forma, devemos começar com exemplos concretos para atingir ideações abstratas.
Práticas: quando uma informação é colocada em prática ela é mais facilmente recordada.
Estórias ou histórias: elas ativam muitas áreas cerebrais porque evocam emoções, memórias e ideias. Ao terem início, meio e fim, permitem também estimular o desenvolvimento de habilidades de sequenciação e organização (córtex pré-frontal).

Sintetizando,  ao sabermos um pouco mais sobre a forma como o cérebro aprende podemos potenciar as estratégias para o ensinar!


Catarina Calado

terça-feira, 11 de março de 2014


NEUROFEEDBACK

Neurofeedback ou também chamado eletroencefalograma (EEG) biofeedback proporciona intervenção direta sobre o cérebro, de maneira não invasiva, obtendo a informação elétrica do cérebro e permitindo que
o paciente atue sobre esta de forma consciente.



Vêr mais: http://www.revistaneurociencias.com.br/edicoes/2012/RN2003/revisao%2020%2003/627%20revisao.pdf

quarta-feira, 5 de março de 2014


CONTROLO DO APETITE: MECANISMOS METABÓLICOS E COGNITIVOS



A ingestão alimentar é claramente controlada por um conjunto de fatores cognitivos, emocionais e de recompensa, envolvendo a mesma via neuronal que o vício a uma determinada substância exerce, com todo o seu impacto hedônico. Esses processos eminentemente corticais (cérebro cognitivo: consciente e inconsciente) podem ser mais fortes que os processos metabólicos de regulação da ingestão alimentar, centrados principalmente nos núcleos hipotalâmicos. Esses mecanismos subconscientes passam por cima da saciedade e levam o indivíduo a comer além de suas necessidades.

Vêr mais: file:///C:/Users/user/Desktop/1355.pdf