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terça-feira, 28 de janeiro de 2014

EFEITOS DE UM TREINO DE ATENÇÃO, MEMÓRIA E FUNÇÕES EXECUTIVAS NA COGNIÇÃO DE IDOSOS SAUDÁVEIS.

Estudos mostram declínio significativo em funções cognitivas, como memória, atenção e funções executivas ao longo do processo de envelhecimento normal. 
O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos de um treino de atenção, memória e funções executivas na cognição de idosos saudáveis. 
Como método foram utilizados 76 idosos saudáveis, divididos em grupo experimental (GE) e grupo controle (GC), cada um com 38 indivíduos. O GE recebeu doze sessões de treino de atenção, memória e funções executivas. Resultados: O GE no pós-teste apresentou melhor desempenho em tarefas de atenção, memória de trabalho, linguagem (inferências e escrita espontânea), praxia construcional, resolução de problemas e funções executivas. 
Conclusão: O treino revelou resultados significativos para uma intervenção de doze sessões, indicando que idosos saudáveis podem melhorar seu desempenho cognitivo.

Para saber mais: http://www.scielo.br/pdf/prc/v25n1/a23v25n1.pdf

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Memórias no ADN

Scientists have found that memories may be passed down through generations in our DNA


New research from Emory University School of Medicine, in Atlanta, has shown that it is possible for some information to be inherited biologically through chemical changes that occur in DNA. During the tests they learned that that mice can pass on learned information about traumatic or stressful experiences – in this case a fear of the smell of cherry blossom – to subsequent generations.

http://themindunleashed.org/2014/01/scientists-found-memories-may-passed-generations-dna.html

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Problemas de Aprendizagem ou lesão/disfunção cerebral?

¿Problemas de Aprendizaje… o lesión cerebral?

Um artigo muito interessante escrito por Janet Doman y Susan Aisen que nos fala da diferença entre ter dificuldades em aprender e ter disfunções neurológicas que condicionam a nossa capacidade de aprender!
De forma simples mas estruturada as autoras demonstram que há crianças brilhantes mas que "funcionam de forma diferente" e não devem ser discriminadas ou pouco apoiadas por isso!


http://ilphla.org/lesion-cerebral/que-hacer-por-su-nino-con-lesion-cerebral-dislexico-hiperactivo-con-problemas-de-aprendizaje-retraso-en-el-lenguaje-con-sindrome-de-deficit-de-atencion-retraso-en-el-desarrollo-socialmente-frus/

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Neuroscience & the Classroom

A Universidade de Harvard está a lecionar um curso sobre Neurociências na Sala de aula:
Este curso tem por base a ideia de que o conhecimento em torno das neurociência proporciona aos educadores uma base científica aprofundada que lhes permite compreender algumas das melhores práticas de ensino, e oferecer uma nova lente através da qual é possível encontrar novas formas de olhar para os problemas de professores. Ao ganhar insights sobre funcionamento cérebral é possível conhecer a forma como os alunos aprendem permitindo aos professores criar suas próprias soluções para os desafios que enfrentam em sala de aula e melhorar a sua prática.

Para mais informações: http://www.learner.org/courses/neuroscience/ 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Investigação: Detetar presença de alzheimer em 15 minutos

Um teste de cerca de 15 minutos, que pode ser preenchido em casa, ajuda a detetar de forma prematura os primeiros sinais de alzheimer, de acordo com investigadores norte-americanos ouvidos pelo The Telegraph.

Detetar, em apenas 15 minutos, os primeiros sinais de demência. É esse o objetivo de um teste criado pela Ohio State University, que pode ser preenchido online ou à mão, e que testa a capacidade de linguagem, raciocínio e as habilidades de resolução de problemas e memória, escreve o The Telegraph.
Os resultados deste exame podem ser partilhados com os médicos, cujo intuito é fazer o rastreio desta demência, de forma atempada.
“Verificámos que estes autoexames estão relacionados com os de testes de profundidade cognitiva”, a única forma atual de diagnosticar o alzheimer, disse, àquele jornal, o médico Douglas Scharre, que desenvolveu este teste juntamente com uma equipa de especialistas.
“Se conseguirmos detetar no início da doença, podemos começar os tratamentos também de forma atempada”, acrescentou, referindo que o teste pode ser feito de “forma periódica”, para serem analisadas as “alterações cognitivas”.
“Estamos à procura de melhores tratamentos” que têm mais efeito quando iniciados cedo, acrescentou o perito.
A equipa de investigadores visitou 45 comunidades norte-americanas, a quem pediu para realizarem o exame. Das 1.047 pessoas, com mais de 50 anos, que o efetuaram, 28% tinham tendência para esta demência. A estas foi-lhes pedido para designarem a data (dia, mês e ano), identificarem uma imagem e para fazerem cálculos e raciocínios. Além disso, pediram-lhes ainda que fizessem um desenho para testar a consciência espacial.

Noticia Retirada de: http://www.noticiasaominuto.com/mundo/158041/detetar-presenca-de-alzheimer-em-15-minutos#.UtkObhB_vwp

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

"Changing the way Europeans think about their brains"

YEAR OF THE BRAIN IN EUROPE - 2014

The European Brain Council pledged to make 2014 the European Year of the Brain.
This initiative quickly gained significant support from over 200 organizations representing patients, scientific communities, health care professionals and industry in all areas of brain disorders.
Combined with support from a number of European Commissioners the project also received significant and enthusiastic support from within the European Parliament and EU Member States.
By launching the Year of the Brain in Europe in 2014, a programme to raise awareness and educate, we plan to make a significant impact by challenging current perceptions.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

EUA: Português vence prémio internacional de psicologia

"Nos EUA, o professor catedrático António Damásio foi distinguido com o Prémio Grawemeyer 2014 na área da Psicologia. O português foi condecorado pela hipótese que apresentou sobre os marcadores somáticos, que mostra a forma como as emoções influenciam a tomada de decisões. 
Segundo a 'Temas e Debates', editora que chancela as obras do investigador, o Prémio Grawemeyer para Psicologia, entregue anualmente pela Universidade de Louisville, no Kentucky, tem vindo a distinguir "os mais destacados estudiosos da cognição e da neurociência pelas suas ideias revolucionárias".
 Damásio, de 69 anos, é titular da cátedra David Dornsife de Neurociência, professor de psicologia e neurologia e ainda director do Brain and Creativity Institute (Instituto do Cérebro e da Criatividade).
 Em comunicado citado pela Lusa, o investigador diz-se satisfeito por ter sido distinguido com este prémio que junta, agora, ao da Fundação Honda, ao Príncipe das Astúrias para a Investigação Científica e Técnica e ao Prémio Pessoa, que recebeu em conjunto com Hanna Damásio, em 1992, entre outros.
"A hipótese dos marcadores somáticos veio a revelar-se importante para a compreensão do comportamento humano complexo. Fico satisfeito por ver que foi reconhecida", afirma.
O português foi eleito para o Institute of Medicine da National Academy of Sciences dos Estados Unidos e recebeu já vários doutoramentos 'honoris causa', entre outras distinções, como a condecoração de Grande Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada.
 Damásio é autor de obras como 'O Livro da Consciência', 'Ao Encontro de Espinosa', 'O Erro de Descartes' e 'O Sentimento de Si', todas traduzidas para mais de vinte línguas e integrantes do currículo de universidades de todo o mundo, e de cerca de quatro centenas de artigos científicos publicados.
 H.Charles Grawemeyer (1912-1993), filho de emigrantes alemães nos Estados Unidos, foi o industrial, investidor e filantropo que criou os Prémios Grawemeyer com o objetivo de "tornar o mundo um lugar melhor". 
 António Damásio vai agora apresentar uma palestra na cerimónia de entrega de prémios, que terá lugar em Abril do próximo ano, na Universidade de Louisville."

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Neuromitos na Educação e na Saúde

O cérebro humano estabelece ligações neuronais ao longo de toda a vida e estas podem ser desenvolvidas, estimuladas ou reabilitadas, através de atividades especificas, de modo a melhorar o funcionamento individual e aumentar a qualidade de vida.

O projeto “Neurociências na educação e saúde” visa desenvolver um espaço de diálogo, reflexão e exposição de informação, em torno das áreas das neurociências, da psicologia, da educação, do desenvolvimento e da saúde e surge da necessidade de congregar conhecimentos nestes domínios.
Ao longo dos últimos vinte anos, em particular na última década, as neurociências têm sofrido avanços consideráveis nomeadamente no que toca ao conhecimento do funcionamento cerebral e das bases biológicas do comportamento e da aprendizagem do ser humano.
No seguimento destes avanços, o cérebro tem-se tornado tema recorrente em conversas, notícias de revistas e artigos online, permitindo a cada sujeito criar ideias e tecer opiniões relativamente a esta questão. No entanto, muito deste conhecimento não é devidamente aprofundado dando lugar a “conceções errôneas” sobre o funcionamento do cérebro que, segundo a OCDE (2003) são classificadas como “neuromitos”, isto é, como ideias ou opiniões que não são fundamentadas pelo conhecimento neurocientífico e que, por isso mesmo, são consideradas erradas (Abimbola & Baba, 1996).
De entre os vários “neuromitos” existentes, há três que se destacam, não só pela frequência com que surgem na comunicação mas também pelas consequências que podem despoletar: a existência de períodos críticos, a conceção hemisfério esquerdo vs hemisfério direito e a utilização limitada do cérebro.
O conceito de períodos crítico tem por base a ideia de que a plasticidade cerebral, enquanto desenvolvimento e aquisição de competências específicas (como a linguagem e o raciocínio) está limitada aos primeiros anos de idade sendo impossível, adquirir essas competências posteriormente. Contudo, pesquisas contemporâneas defendem a possibilidade dos estímulos ambientais despoletarem novas ligações entre os neurônios e, consequentemente, evidenciam que a plasticidade não é limitada aos primeiros anos mas que ocorre ao longo de toda a vida, alterando a conceção de “período crítico” para “período sensível” (período em que é mais fácil conquistar certas aprendizagens, sendo possível que essas capacidades sejam desenvolvidas posteriormente). É ainda de referir, como evidencia de plasticidade ao longo da vida, que as lesões cerebrais não são permanentes e é possível haver recuperação das vias nervosas afetadas (mesmo que não na sua totalidade), dependendo do local em que ocorre e da severidade da lesão. A explicação deste fato prende-se com a capacidade que o cérebro tem em desenvolver novas conexões, direcionando as funções afetadas para outras áreas saudáveis.
O segundo "neuromito" mais frequente tem por base a ideia de separação funcional do cérebro em hemisfério esquerdo e hemisfério direito, atribuindo a cada um deles um modo de funcionamento próprio com funções específicas separadas tem também sido contraposta. Estudos recentes têm demonstrando que a cognição humana é demasiado complexa para ser controlada por um único hemisfério e que existem redes neuronais em constante comunicação interhemisférica.
O terceiro “neuromito” prende-se com a limitação do funcionamento da atividade cerebral a 10% do cérebro sem que haja, no entanto, evidências científicas que confirmem este fato – de acordo com os conhecimentos disponíveis, o nosso cérebro funciona a 100%, sendo pouco provável que a evolução permitisse o desperdício de recursos necessários para estruturar um órgão tão ineficiente e apenas parcialmente usado (Beyerstein, 2004).
Os avanços neurocientíficos têm também permitido construir e melhorar estratégias para intervir ao nível das dificuldades de aprendizagem (ao evidenciar as fases e os processos base da aprendizagem e ao permitir conhecer as especificidades individuais de cada um enquanto aprendiz), da promoção do desenvolvimento e do envelhecimento ativo (ao evidenciar noções como plasticidade cerebral e flexibilidade mental) e da reabilitação neuropsicológica (ao estudar o funcionamento dos vários processos cognitivos e das formas de os estimular).
Autores como Byrnes e Fox (1998) destacam o impacto que estes saberes têm despoletado no quotidiano, nomeadamente no que toca à estruturação das aprendizagens e à compreensão da dinâmica dos processos de pensamento. Estudar não é uma competência inata, é algo que se adquire, que se melhora, que evolui e se aperfeiçoa com o tempo. Deste modo, conhecer a forma como cada aluno aprende  permite ajustar o processo de aquisição de conhecimentos não só às suas necessidades como também às suas potencialidades.
Na área da saúde, investigações recentes têm-nos demonstrado a importância do exercício mental para a preservação da funcionalidade cognitiva uma vez que a estimulação e a reabilitação cognitiva assumem um papel central na qualidade de vida e diminuem a possibilidade de desenvolver doenças degenerativas (nomeadamente o alzheimer).
É ainda de salientar que o treino e a estimulação cognitiva potenciam a plasticidade cerebral, aumentando o êxito dos sujeitos nas várias tarefas e melhorando a eficácia do funcionamento cognitivo (Cartwright, 2001).
*      Realize diariamente exercícios divertidos que estimulem as competências cognitivas;
*      Faça pequenas pausas para relaxar (10 a 15 minutos) entre as atividades que exigem alto nível de concentração;
*      Fomente a leitura diária começando com pequenos textos, que deverão, progressivamente, aumentar em tamanho e em grau de complexidade;
*      Incentive a aprendizagem de um instrumento musical ou a realização de atividades desportivas;
*      Estimule a pratica de atividades novas e diferentes das tarefas rotineiras do dia-a-dia – os novos desafios para além de serem envolventes são uma ótima forma de exercitar o cérebro



Sintetizando, o projeto “Neurociências na educação e saúde” procura ir de encontro a temas de interesse comum neste campo de saberes, fazendo a ponte entre os conhecimentos e a sua aplicação prática. 
Catarina Calado